
domingo, 11 de abril de 2010
Um dia !

segunda-feira, 5 de abril de 2010
Sakura

É primavera no Japão.e as flores de cerejeiras conhecidas por lá como SAKURA marcam o inicio da estação.Sakura é fonte inspiradora de cartões postais, músicas, animes, livros no Japão. Tirar fotos é algo constante neste tempo. Uma forma de registrar uma imagem das cerejeiras, um dos símbolos do país.






Ter ou não ter namorado ...
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil.
Mas namorado mesmo é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.
Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos.
Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.
Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.
Elou-creça
(Atribuído a Carlos Drummond de Andrade, mas na verdade é de Artur da Távola).
quinta-feira, 1 de abril de 2010
SÓ POR HOJE....
SÓ POR HOJE.... viverei meu dia, sem querer pensar, preocupado no dia que vou ter amanhã.
SÓ POR HOJE.... sofrerei o que me acontecer, porque amanhã, quando amanhecer a luz, estarei melhor.
SÓ POR HOJE.... quero me sentir feliz, quieto com a hora em que eu estou vivendo, devagarinho, em paz.
SÓ POR HOJE.... vou pensar um pouco, vou ler alguma coisa, vou me enriquecer de uma idéia certa e pura.
SÓ POR HOJE.... vou me ajustar aos fatos, sem pretender que os fatos se ajustem a mim.
SÓ POR HOJE.... vou fazer algum bem a alguém, pelo gosto de ver feliz um irmão meu.
SÓ POR HOJE.... vou ir contra o meu defeito, aceitando, sem me queixar a primeira amolação que vir.
SÓ POR HOJE.... vou calar, não contando logo o que me aconteceu de triste, guardando-o dentro de mim.
SÓ POR HOJE.... mostrarei uma aparência melhor, para nada acrescentar à cruz dos outros.
SÓ POR HOJE.... vou falar menos, escutar mais a fim de permitir que meu irmão desabafe.
SÓ POR HOJE.... vou desistir de corrigir todo mundo, lembrando de que os outros sofrem defeitos por mim.
SÓ POR HOJE.... vou fazer pequenino programa de vida, para ordenar, um pouco o curso das minhas horas.
SÓ POR HOJE.... irei contra a minha pressa, contra minha indecisão para não adiantar e não me atrasar.
SÓ POR HOJE.... vou arranjar uns minutos de silêncio e reflexão, para me lembrar que tenho uma alma.
SÓ POR HOJE, VOU ACREDITAR NA BELEZA, NA BONDADE E NA FÉ, INDO FALAR COM DEUS, COM QUEM TANTO CONVERSAVA MINHA MÃE.
Pe. Vasconcelos
sábado, 27 de março de 2010

O LOUCOPerguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas - as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas - e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando:
"Ladrões, ladrões, malditos ladrões!"
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou:
"Êh um louco!".
Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei:
"Benditos, benditos ladrões que roubaram minhas máscaras!"
Assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança na minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós."
Gibran Khalil Gibran
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas - as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas - e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando:
"Ladrões, ladrões, malditos ladrões!"
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou:
"Êh um louco!".
Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei:
"Benditos, benditos ladrões que roubaram minhas máscaras!"
Assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança na minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós."
Gibran Khalil Gibran
terça-feira, 23 de março de 2010
Escrito no céu

Simplesmente, sem palavras, apenas um adeus
O que era tão lindo
De repente se perdeu
Um pro outro, toda vida, nós dois perante Deus
Um jeito de amar que o tempo esqueceu
Mesmo que eu esconda tudo aquilo que senti
Não pergunte, não responde, eu posso até mentir
Sei que foi um grande amor: mas devo desistir
Te amando para sempre, sem nunca compreender
Como um infinito amor foi se perder
Está escrito lá no céu
Qual de nós seria o réu,
Merecemos tanta dor, Um castigo tão cruel
Vem de Deus a punição
Ele um dia colocou
Um paraíso em nossas mãos
E logo nos tirou
Nada vai poder mudar não há nada a decidir
Sem saída, sem mais chances, não há pra onde ir
Sei que foi um grande amor: mas devo desistir
Escondendo o que sinto.
Não quero mais criar
Um castelo de ilusões pro vento desmanchar

A minha vida direção
O tom, a cor
Me fez voltar a ver a luz
Estrela no deserto a me guiar
Farol no mar, da incerteza...
Um dia um adeus
E eu indo embora
Quanta loucura
Por tão pouca aventura...
Agora entendo
Que andei perdido
O que é que eu faço
Prá você me perdoar...
Ah! que bom seria
Se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir
Como a primeira vez
Te dar o carinho
Que você merece ter
E eu sei te amar
Como ninguém mais...
Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Te amou...
Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Como eu, como eu
A Estrela que Mais Brilhar

Como é difícil
Ter que ir e te deixar
Te abraçar e resistir
Dar adeus, me despedir
É impossível
Te deixar e não sofrer
Sorrir pra não chorar
Pois em todo o meu caminho
O teu amor vai me guiar
É com você que eu vou sempre estar
Dentro do meu coração
Nada vai nos separar,
Não há distância pro amor
E se a saudade apertar
Procure no céu
A estrela que mais brilhar
Ela será o meu olhar
Um amor assim
Não importa o lugar
A mesma lua que olhar
Se estiver pensando em mim
Vou sentir tocar
Em tudo o que existe em nós
O amor é a solução
Pra afastar a solidão
Até quando eu voltar
É com você que eu vou sempre estar
Dentro do meu coração
Nada vai nos separar,
Não há distância pro amor
E se a saudade apertar
Procure no céu
A estrela que mais brilhar
Ela será o meu olhar
Quando eu voltar, meu coração
Então vai respirar ao tocar o seu
Ficar pra sempre assim
Pra sempre assim...
Oh, com você eu vou estar,

